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Cuidado com a Deficiência de Vitaminas e Minerais ao Fazer Dieta

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O aumento da temperatura e a proximidade com o verão motivam muitas pessoas a cortarem alimentos e calorias do prato com o objetivo de fazer as pazes com a balança.

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Dados da pesquisa O impacto da rotina moderna na busca de uma vida saudável, realizada por Centrum com quase 1.200 pessoas, mostram que 74% dos entrevistados fazem dieta em algum momento da vida, principalmente quando percebem que estão acima do peso (44%) ou estão comendo muito errado (34%).

O doutor em Nutrição e professor da Universidade de São Paulo Antonio Herbert Lancha Junior explica que, embora uma dieta de emagrecimento tenha como objetivo reduzir calorias (macronutrientes), ela pode também trazer deficiências de vitaminas e minerais (micronutrientes).

“Ao restringir carboidratos, situação frequente quando se faz dieta, as pessoas acabam excluindo alimentos-fonte de vitaminas do complexo B, importantes no processo de fornecimento de energia, e minerais cobre e zinco, que atuam na proteção contra o processo de envelhecimento”, diz.

Mesmo para aquelas pessoas que mantêm uma alimentação equilibrada, nem sempre é fácil ingerir os nutrientes necessários todos os dias.

As gorduras também costumam ser vistas como inimigas de quem quer emagrecer.

Porém, ao fazer restrição severa desses lipídeos, pode haver deficiência de vitaminas lipossolúveis, ou seja, que precisam de gordura para serem absorvidas, como A (contribui para a acuidade visual), D (importante para a estrutura óssea), E (atua na proteção contra envelhecimento celular) e K (fundamental para a coagulação sanguínea).

Já a restrição de proteínas sem acompanhamento de profissional de saúde pode ter como consequência a deficiência de ferro, mineral importante para a formação da hemoglobina, que compõe o sangue.

Sementes e frutas são os alimentos mais ausentes da mesa dos brasileiros

O levantamento mostrou também que as pessoas acreditam que deveriam ingerir mais de algum tipo de alimento (59% das pessoas disseram sementes, 45% frutas, 44% alimentos integrais e 40% verduras e legumes), mas não conseguem, deixando de consumir nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo e da mente.

47% dos entrevistados sentem-se culpados quando não comem da maneira que consideram adequada para ter saúde e qualidade de vida, prevenir doenças e ter energia.

Mudar atitudes pode ser um desafio muito grande, principalmente se as pessoas não percebem os benefícios desse esforço.

“Qualquer mudança de hábito requer uma quantidade muito grande de energia, repetição e persistência”, afirma o doutor em nutrição e professor da Universidade de São Paulo, Antonio Herbert Lancha Junior.

A pesquisa, realizada com indivíduos a partir de 25 anos das classes A, B e C de todas as regiões do país, aponta ainda que 47% dos participantes sentem que não são tão saudáveis como gostariam e 45% sentem-se culpados quando não comem da maneira que consideram adequada para ter saúde e qualidade de vida, prevenir doenças e ter energia.

O resultado desse comportamento, como explica Lancha, é que o corpo fica sobrecarregado e não se recupera bem das demandas do dia a dia.

 

FONTE: Centrum e Pfizer Consumer Healthcare


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