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Estudo revela que consumidores são enganados pelos alimentos sem glúten

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Os produtos sem glúten não podem ser considerados como substitutos suficientes de seus equivalentes com glúten, levando os cientistas a solicitarem a reformulação dos alimentos sem glúten com matérias primas mais saudáveis, para assegurar alimentação saudável na infância.

Os resultados do estudo, apresentados em maio na 50a. edição do Congresso Anual da Sociedade de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN – Society for Paediatric Gastroenterology Hepatology and Nutrition), mostra que os itens sem glúten possuem um conteúdo significativamente mais alto de energia e uma composição nutricional diferente de seus equivalentes que contêm glúten.

Muitos dos produtos que continham glúten – especialmente pães, massas, pizzas e farinhas – também continham até três vezes mais proteínas do que seus substitutos sem glúten.

As desigualdades destacadas no estudo podem afetar o crescimento das crianças e aumentar o risco da obesidade infantil.

O estudo avaliou mais de 1.300 produtos e descobriu que:

  • Os pães sem glúten tinham conteúdo mais alto de lipídios e ácidos graxos saturados.
  • As massas sem glúten tinham conteúdo significativamente mais baixo de açúcar e proteínas.
  • Os biscoitos sem glúten tinham conteúdo significativamente mais baixo de proteínas e conteúdo significativamente mais alto de lipídios.

O especialista e pesquisador líder da ESPGHAN, Dr. Joaquim Calvo Lerma, explicou,

“Na medida em que cada vez mais pessoas estão seguindo dietas sem glúten, para efetivamente controlar a doença celíaca, é fundamental que os alimentos comercializados como substitutos sejam reformulados para assegurar que eles verdadeiramente possuam valores nutricionais similares. Isso é especialmente importante para crianças, já que uma dieta bem equilibrada é essencial para crescimento e desenvolvimento saudáveis”.

Os especialistas também avisam que os consumidores podem não saber dessas variações nocivas, devido às rotulagens nutricionais deficientes.

O Dr. Martinez-Barona, co-pesquisador líder, comentou:

“Quando os valores nutricionais dos produtos sem glúten variarem de forma significativa dos seus similares que contêm glúten, as rotulagens necessitam indicar isso claramente. Os consumidores deveriam também receber orientação para melhorar seu conhecimento sobre as composições nutricionais dos produtos, para que possam fazer compras mais fundamentadas e garantir que uma dieta mais saudável seja seguida”.

Daciana Sarbu, Membro do Partamento Europeu e Vice-Presidente do Conselho do Comitê sobre Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar, acrescentou:

“Os produtos sem glúten que não são pré-embalados não estão sujeitos às mesmas exigências de rotulagem que os produtos pré-embalados. Nesse caso, os consumidores podem estar menos conscientes das importantes diferenças nutricionais com significativos efeitos potenciais na saúde. Sempre apoiei rótulos chamados de “sinais de trânsito” que facilitam a comparação entre os produtos para os principais nutrientes, incluindo proteínas, gordura e açúcares”.

Fique atento!

 

 

 

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