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Cuidados Com a Visão Devem Aumentar Durante a Gravidez

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Na gestação, aumentam o risco de doenças como a retinopatia diabética. Diminuição da pressão ocular e contaminação por zika vírus também preocupam

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A gravidez provoca uma série de mudanças no corpo da mulher e também pode trazer consequências para a saúde dos olhos.

Nesta fase, é preciso ter cuidado porque aumenta o risco de desenvolvimento da retinopatia diabética em mulheres com diabetes, e de diminuição da pressão ocular em mulheres com glaucoma. Além disso, a contaminação pelo zika vírus pode provocar sequelas graves no bebê.

A retinopatia diabética ocorre quando o excesso de glicose não absorvida corretamente pelo organismo danifica os vasos sanguíneos dentro da retina.

“Por isso, pacientes diabéticas que pretendem engravidar devem realizar um exame oftalmológico antes da gestação e outro logo no primeiro trimestre da gravidez para diagnosticar e tratar doença”, explica a oftalmologista da Clínica Oftalmed, Luciana Dias.

A realização de novos exames vai depender das alterações encontradas no primeiro.

No período da gravidez, não é incomum que a gestante desenvolva a chamada diabetes gestacional. Todavia, segundo a médica, esse tipo da doença não traz risco de desenvolvimento de retinopatia diabética.

Já as pacientes com glaucoma devem ser acompanhadas de perto durante toda a gravidez.

“Normalmente, a pressão intraocular diminui na gestação. Para corrigir o problema, a mulher precisa mudar os colírios que usa, mas alguns deles possuem substâncias que podem causar malformações no feto ou bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos para menos de 60 por minuto no feto. Por isso, o acompanhamento profissional é indispensável”, ressalta a oftalmologista Luciana Dias.

O zika vírus, que recentemente foi causa de centenas de casos de microcefalia no Brasil, pode comprometer especialmente o desenvolvimento da retina, onde as imagens são retidas e traduzidas para o cérebro, e da coroide, estrutura responsável por nutrir praticamente todas as estruturas internas do olho.

Este ano, mais de quase 211 mil casos prováveis da doença já foram registrados, segundo o Ministério da Saúde. Deste total, cerca de 17% em gestantes.

OUTROS PROBLEMAS – Durante a gravidez, outros problemas de saúde podem trazer consequências para a visão. Alterações no funcionamento da hipófise – pequena glândula produtora de hormônios responsáveis pelo funcionamento de todas as outras glândulas e tecidos do corpo, localizada atrás da cavidade ocular – podem ter impactos importantes.

“Eles vão desde a perda de campo visual até prejuízos na movimentação ocular, causando visão dupla e estrabismo. Normalmente a movimentação ocular é recuperada após resolução da doença, mas a perda visual pode ser definitiva”, explica a médica.

Já a toxoplasmose ocular, quando afeta a mulher no curso da gestação, também tem grandes chances de acometer o feto, causando desde cicatrizes discretas na retina até perda de visão total, em casos mais graves, além de alterações cerebrais importantes, com déficit neuromotor.

A pré-eclampsia e eclampsia, causadas pela elevação da pressão arterial, também podem acometer os vasos da retina, provocando hemorragias e infartos localizados.

MAIS CUIDADOS – É possível que a gestante desenvolva alterações oculares passageiras. Entre as ocorrências mais comuns estão o ressecamento dos olhos; o surgimento de melasmas, alterações na pigmentação ao redor dos olhos que desaparecem após o parto; e o aumento da curvatura e espessura da córnea, que pode alterar o grau necessário para corrigir a visão nessa fase.

“Mulheres que usam lentes de contato também podem sentir um desconforto ao utilizá-las por causa dessas alterações na córnea. Além disso, pode haver aumento da curvatura do cristalino, com consequente mudança no grau da paciente.

Por isso, é aconselhável aguardar pelo menos quatro semanas após o parto para que essas mudanças cessem e a paciente possa realizar a revisão dos óculos ou lentes sem o risco de falsos resultados”, recomenda a especialista.

Por conta dessas alterações, mulheres que pretendem fazer a cirurgia refrativa para corrigir distorções na visão devem esperar até o fim da gravidez para se submeterem ao procedimento.

“O mesmo vale para as que planejam engravidar em pouco tempo. É melhor esperar o nascimento do bebê e fazer a cirurgia depois”, ressalta Luciana Dias.

Todavia, caso a paciente perca ou quebre os óculos e necessite realmente de nova receita, o profissional deve alertá-la durante o exame oftalmológico de revisão do grau quanto à possível necessidade de trocar as lentes novamente após o nascimento do bebê.

OFTALMED – Com 23 anos de tradição no Distrito Federal, a Clínica OFTALMED possui unidades na Asa Sul, Taguatinga e Águas Claras e realiza mais de 14 mil atendimentos mensais, entre consultas e exames clínicos. Além do atendimento clínico geral, a OFTALMED oferece atendimento especializado em catarata, refrativa, retina, glaucoma, estrabismo e cirurgia plástica.

 

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