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NOVEMBRO AZUL: Cirurgia com robôs é um dos tratamentos mais eficazes do câncer de próstata

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O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens brasileiros.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer, são, em média, 13 mil mortes anuais – uma a cada 40 segundos. A previsão é que 61 mil novos casos sejam registrados em 2016.

O tratamento cirúrgico para o Câncer de Próstata consiste na retirada total do órgão.

Existem três formas para a realização da prostatectomia: cirurgia convencional aberta, ou por laparoscopia, ou com o uso de um robô (método mais avançado).

A cirurgia robótica representa hoje mais de 90 % dos tratamentos cirúrgicos de câncer de próstata realizados nos Estados Unidos. No Brasil, ela tem sido feita há 8 anos, e já é possível perceber os resultados superiores em relação ao método convencional.

“Apesar de eficaz, a cirurgia aberta convencional geralmente representa um trauma significativo, incluindo dor e perda de sangue, seguidas por semanas de recuperação. Os robôs têm capacidade de realizar cirurgias com incisões menores e com maior precisão.

Isto se deve ao fato de os aparelhos possuírem câmeras de alta definição e microinstrumentos que ‘substituem’ os olhos e as mãos do cirurgião”, explica o urologista do Hospital Brasília, Fernando Leão, especialista em robótica e membro da Society of Robotic Surgery, nos Estados Unidos.

Entre as vantagens da prostatectomia robótica estão:

– É um procedimento minimamente invasivo;

– Há diminuição considerável da dor e do desconforto no pós-operatório;

– As perdas sanguíneas durante o procedimento são reduzidas significativamente em relação à cirurgia convencional, diminuindo drasticamente a necessidade de transfusão sanguínea;

– O tempo de internação é curto (de 24 a 48 horas) e há retorno mais rápido às suas atividades diárias;

– Os riscos de infecção são praticamente nulos, assim como o da mortalidade;

– Na cirurgia convencional, cerca de 30% dos pacientes apresentam um quadro de incontinência urinária pós-operatório. Com a cirurgia robótica, este percentual fica entre 5 e 10%;

– Em relação à disfunção erétil, na cirurgia convencional o risco gira em torno de 50 a 60%, sendo na cirurgia robótica um percentual em torno de 10%;

 

A partir de novembro, os pacientes atendidos no Hospital Brasília contarão com equipe especializada para pré-atendimento e acompanhamento pós-cirurgias robóticas de retirada da próstata.

Por enquanto, as cirurgias com esta nova tecnologia estão sendo realizadas no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, pertencente ao mesmo grupo.

“Os pacientes do Distrito Federal agora podem se consultar aqui com um especialista neste tipo de cirurgia, iniciando seu contato com a equipe que vai operá-lo em São Paulo.

Antes, o paciente precisaria permanecer em São Paulo para fazer o acompanhamento pós-cirúrgico, mas com este programa, ele vai fazer o seguimento pós-operatório aqui na cidade, ficando em São Paulo somente 2 dias para a cirurgia”, explica Fernando Leão.

De acordo com o urologista, este ganho nos resultados é possível devido a melhor visualização e maior precisão proporcionadas pelo robô quando comparada com a cirurgia aberta.

As câmeras do produzem imagens das estruturas que serão operadas e um corte mais preciso, pois possuem tesouras e pinças de dimensões reduzidas, além de apresentar mecanismos que controlam o tremor nas mãos dos cirurgiões e impedem que se façam movimentos bruscos.

 

Veja o vídeo:

 

Previna-se!

De acordo com o urologista Fernando Leão, o câncer de próstata, especificamente, não produz sintomas em sua fase inicial, onde aumentam as chances de cura. No entanto, existem alguns sintomas em fases mais avançadas como sangue na urina e/ou esperma, dores ósseas (bacia e coluna, principalmente) e dificuldade para urinar.

É recomendável que os exames para investigação da próstata sejam realizados a partir dos 50 anos.

No entanto, esse prazo deve ser reduzido para 40 ou 45 anos em casos de filhos de pacientes portadores de câncer. A investigação consiste na realização de exames básicos como os de laboratório, o exame de toque e a ultrassonografia da região.

Fernando Leão comenta que a prevenção é importante, pois aumenta as chances de cura da doença.

“O câncer de próstata pode matar. Porém, se diagnosticado e tratado precocemente, as chances de cura são altas, com uma sobrevida em torno de 80%”, explica.


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