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20 regras de vida atribuídas a Gurdjieff

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Recebi um slide de uma tal “Tese de Guerdjef”, uma coleção de 20 regras de bem viver. Achei interessante e fui pesquisar mais a respeito.

Os ensinamentos foram atribuídos a Georgii Ivanovich Gurdjieff, mestre espiritual greco-armênio, uma figura enigmática e uma força influente no panorama dos novos ensinamentos religiosos e psicológicos, mais como um patriarca do que como um místico Cristão, era considerado, por aqueles que o conheceram, como um incomparável “despertador” de homens.

Trouxe para o Ocidente um modelo de conhecimento esotérico e deixou atrás de si uma metodologia específica para o desenvolvimento da consciência.wikipedia

Mas vamos às tais regras:

1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é uma desgaste enorme.

3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual, por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6.
Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.

7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8.
Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso a trava do movimento e da busca.

13.
É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14.
Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15.
Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16.
Competir no fazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17. A rigidez é boa na pedra, não no ser humano. A ele cabe firmeza.

18.
Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19.
Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20.
Entenda, de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que fizer de si mesmo.

Mais sobre Gurdjieff
O Conhecimento de Si

[…] O sistema de Gurdjieff parte do pressuposto de que os homens estão dormindo, são máquinas ambulantes que não sabem o que fazem. Isto porque o que geralmente achamos que é o “eu” é, na realidade, um conjunto de “eus” que povoam nossa mente, por isso temos que controlá-los através dos “eus-de-trabalho” e assim evitar cair na imaginação que, segundo Gurdjieff, nos afasta da presença.

O homem “desperto”, aquele que tem consciência de si, é raro. Muitos pensam que têm consciência, porém sequer imaginam do que isso se trata. Sempre que indagado sobre a reencarnação, Gurdjieff desviava a conversa para outro foco. Um aforisma que sempre repetia era de que a “alma é um luxo”. Em outras palavras, temos que conquistar níveis superiores do ser através de uma profunda busca pelo auto-conhecimento e de uma contínua busca pelo equilíbrio das energias positiva e negativa da própria natureza. O homem dotado de consciência ou vontade é muito raro.

Gurdjieff costumava lançar mão nestas ocasiões de uma alegoria oriental: a alegoria da carruagem. Nesta representação simbólica a carruagem é o corpo físico, os cavalos são os sentimentos, o cocheiro é a mente, e dentro da carruagem está o verdadeiro habitante, que é o EU Interior. No indivíduo comum estas partes estão dissociadas e muitas vezes o cocheiro não consegue empregar muito bem os arreios, conduzindo os cavalos. Além disto, o passageiro dentro da carruagem não consegue dar ordens ao cocheiro da direção a ser tomada, e deste modo a carruagem segue parcialmente descontrolada para um rumo que ninguém previu, terminando sempre, é claro, na morte.
[…]

 


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4 Comentários

  1. Anonymous

    6 de Março de 2009 em 2:17

    Dizer que passou anos estudando Gurdjieff, que nunca ouviu falar destas regras, e concluir dizendo que pensa que é real, que sente o sabor é totalmente contraditório. Um dos ensinamentos que Gurdjieff passa é: só por que é dito não quer dizer que é. Mesmo com gosto.
    Resumir Gurdjieff em 20 regras também é um absurdo, seus textos são muito complexos, é uma pena que apesar do esforço dele ainda assim tem gente que o coloca no mesmo patamar de outros, julgando seu trabalho como um qualquer, do tipo “eu não vi, mas dizem que é muito bom”.
    Existe uma regra que diz: se você não tem certeza das coisa, se não sabe do que se trata, não faça nada, não fale nada, tudo o que fizer neste sentido,ficará evidente o vazio, estará evidente o ego.

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  2. Sah Elizabeth

    6 de Março de 2009 em 12:49

    Anônimo,

    Fico satisfeita com sua participação, embora anônima.

    O intuito foi o de, apenas, despertar a curiosidade.

    Se você puder nos esclarecer mais alguma coisa a respeito disso, será um prazer.

    Abs,

    Reply

  3. Anonymous

    13 de Março de 2009 em 14:13

    Como eu disse, é difícil descrever Gurdjieff em poucas linhas, sendo assim tudo o que eu viesse a dizer seria pouco e conseqüentemente estaria em desacordo com meu primeiro comentário.
    O que eu posso lhe dizer, e com certeza não agride nem desvirtua seus ensinamentos é que Gurdjieff tem três livros publicados, escritos por ele mesmo. Relatos de Belzebu a seu neto, Encontro com homens notáveis e A vida só é real quando eu sou.
    Para ajudar existem obras de seus alunos que também explicam coisas sobre seus ensinamentos, como “Fragmentos de um ensinamento desconhecido, em busca do milagroso”, O quarto caminho, Um novo modelo do universo, de P.D Ouspenski, outros como “Gurdjieff fala a seus alunos”, “Nossa vida com Gurdjieff”, etc.
    E pode confiar, conhecer as coisas diretamente da fonte é muito melhor do que de terceiros.
    Quanto ao anônimo, isso é irrelevante, posso ser João, ou posso ser José, tu que sabe.
    Da próxima vez me cadastro.

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  4. Anonymous

    19 de Março de 2009 em 2:09

    Perfeito o comentário.

    Reply

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