Home Inspirados Retrato de uma pessoa que eliminou todos os pontos fracos – Parte I

Retrato de uma pessoa que eliminou todos os pontos fracos – Parte I

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Eles estão ocupados demais sendo, para notarem o que seus vizinhos estão fazendo.

As pessoas livres de pontos fracos são diferentes dos indivíduos comuns. Embora pareçam ser como todo mundo, possuem qualidades distintas, nenhuma delas racial, sócio-econômica ou sexual. Não se enquadram exatamente em nenhum papel, nenhuma especificação de cargo, padrões geográficos, níveis educacionais ou estatísticas financeiras.

Há, quanto a elas, uma qualidade diferente, mas a diferença não é perceptível nos fatores externos tradicionais pelos quais geralmente se classificam as pessoas. Podem ser ricas ou pobres, homens ou mulheres, brancas ou pretas, podem viver em qualquer parte e fazer praticamente tudo. Formam um grupo variado e, contudo, partilham de um único traço, são livres de pontos fracos. Como é que você pode saber quando encontra alguém assim? Observe essas pessoas! Ouça-as! Eis o que descobrirá:

Em primeiro lugar e mais evidentemente, você verá gente que gosta praticamente de tudo que se refere à vida – gente que se sente bem fazendo seja lá o que for e que não gasta tempo se queixando, ou desejando que as coisas fossem diferentes. Têm entusiasmo pela vida e desejam tudo que possam tirar dela. Gostam de piqueniques, cinema, livros, esporte, concertos, cidades, fazendas, animais, montanhas e mais ou menos tudo o mais. Gostam da vida. Quando você está perto de pessoas assim, nota a ausência de queixas, de gemidos, ou mesmo de suspiros passivos.

Se chove, eles gostam disso. Se faz calor, eles aproveitam, em vez de reclamar. Se se vêem num engarrafamento de trânsito, ou numa recepção, ou sozinhos, simplesmente enfrentam o que aparece. Não se trata de fingir que gostam, mas de uma sensata aceitação daquilo que é, e de uma capacidade extraterrena de sentir prazer nessa realidade. Pergunte-lhes do que é que não gostam e eles têm dificuldades em dar uma resposta honesta.

Não têm senso bastante para entrarem fugindo da chuva, porque vêem a chuva como alguma coisa bela, emocionante e que deve ser experimentada. Gostam disso. Se o chão está enlameado, isso não os põe furiosos: observam-no, se metem por ele e o aceitam como parte do que significa estar vivo. Gostam de gatos? Sim. De ursos? Sim. De vermes?

Sim. Embora perturbações tais como doenças, secas, mosquitos, inundações e coisas semelhantes não sejam calorosamente recebidas por pessoas assim, elas nunca passam alguns de seus momentos presentes se queixando-se disso, nem desejando que tais coisas não fossem como são.

Se as situações precisam ser eliminadas, eles trabalharão para eliminá-las – e gostarão do trabalho. Por mais que você tente, vai lutar um bocado para descobrir alguma coisa que eles não gostem de fazer. Na verdade, são amantes da vida e aproveitam todos os seus aspectos, tirando dela tudo que lhes é possível tirar.

Gente sadia e realizada é livre de sentimento de culpa e de toda a ansiedade subsidiária, que acompanha o uso de quaisquer momentos presentes na imobilização vinculada a acontecimentos passados. Certamente que podem admitir que cometem erros e podem jurar que evitarão repetir determinado comportamento de alguma forma contraproducente, mas não vão gastar seu tempo desejando que não tivessem feito alguma coisa, nem ficando aborrecidos pelo fato de não gostarem de algo que fizeram num momento anterior de suas vidas.

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Completa liberdade de sentimento de culpa é uma das marcas registradas dos indivíduos sadios. Nenhuma lamentação quanto ao passado e nenhum esforço para fazer com o que os outros escolham a culpa, fazendo perguntas tolas como: “Por que é que você não fez isso de outra maneira?” ou “Você não se envergonha de si mesmo?” Parecem reconhecer que a vida já vivida está, exatamente, já vivida e que nenhuma porção de sentimento de infelicidade alterará o passado.

São livres de culpa, eles próprios, sem esforço algum; porque é uma coisa natural, nunca contribuem para que os outros escolham a culpa. Compreendem que sentir-se infeliz no momento presente apenas reforça uma auto-imagem pobre e que aprender com o passado é muito superior a lamentar-se sobre o passado.

Você nunca os verá manipulando outras pessoas por dizer-lhes quanto foram más, nem será você capaz de manipulá-los usando as mesmas táticas. Não se aborrecerão com você, simplesmente vão ignorá-lo. Em vez de se zangarem com você, irão embora, ou mudarão de assunto. As estratégias que tão belamente funcionam com a maioria das pessoas, falharão com esses sadios indivíduos. Em lugar de tornarem a si mesmos e os outros infelizes com sentimento de culpa, vão adiante sem cerimônia alguma, quando a culpa aparece.

As pessoas livres de pontos fracos são, igualmente, gente que não se preocupa. Circunstâncias que deixam frenéticas muitas pessoas, apenas tocam de leve nesses indivíduos. Não são nem planejadores do futuro, nem provedores dele. Recusam-se a ter preocupação e mantêm-se livres da ansiedade que acompanha a preocupação. Não sabem como se preocupar, isso não faz parte de seu modo de ser.

Não são, necessariamente, calmos em todos os momentos, mas não estão dispostos a gastar momentos presentes agoniando-se por causa de coisas futuras, sobre as quais não têm controle. São muito dirigidos no sentido do momento presente e contam com um dispositivo interior que parece lembrar-lhes que toda a preocupação deve ocorrer no momento presente e que essa é uma maneira tola de se ir vivendo a vida que se tem.

Essas pessoas vivem agora, em lugar de fazê-lo no passado, ou no futuro. Não são ameaçadas pelo desconhecido e procuram experiências novas e com as quais não estejam familiarizadas. Adoram a ambigüidade. Saboreiam o agora em todos os momentos, conscientes de que isso é tudo o que têm. Não planejam quanto a acontecimentos futuros, deixando longos períodos de inatividade se escoarem, enquanto esperam tais acontecimentos.

Os momentos entre os acontecimentos merecem tanto ser vividos quanto os que são ocupados pelos acontecimentos em si, e tais pessoas têm uma estranha capacidade de tirar todo o prazer possível de suas vidas diárias. Não são proteladores, guardando para um dia de chuva e, embora nossa cultura desaprove seu comportamento, não são ameaçados pela autocensura. Fazem a colheita de sua felicidade atual e quando chega um futuro agora, colhem nele também.

Tais indivíduos estão sempre desfrutando, apenas porque vêem a loucura de esperar para desfrutar as coisas. É uma maneira natural de viver, muito parecida com a de uma criança, ou de um animal. Estão ocupados arrebatando a plenitude do momento presente, enquanto a maioria das pessoas passa a vida esperando as justificativas e nunca sendo capaz de aproveitá-las.

Do livro “Seus Pontos Fracos” – Dr. Wayne W. Dyer

Outros artigos:

Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte II
Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte III
Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte IV

 

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