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Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte II

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Do livro “Seus Pontos Fracos” – Dr. Wayne W. Dyer

Foto de Colin Tossijn, HolandaEssa gente sadia é impressionantemente independente. Vivem fora do ninho e, embora possam ter um forte amor e devoção por sua família, vêem a independência como algo superior à dependência em todos os relacionamentos.
Prezam sua própria liberdade quanto a expectativas.

Seus relacionamentos são estabelecidos sobre o respeito mútuo pelo direito que o indivíduo tem de tomar decisões para si próprio. Seu amor não envolve a imposição de valores ao ente amado. Dão alto valor à privacidade, o que pode deixar os outros com o sentimento de frieza ou rejeição. Gostam de ficar sós, às vezes, e farão grandes esforços para garantir que sua intimidade seja protegida.

Você não vai encontrar essas pessoas envolvidas em numerosos relacionamentos amorosos. Selecionam, no que se refere a seus amores, mas amam também com profundeza e sensibilidade. É difícil, para as pessoas dependentes ou mórbidas, amar essa gente, porque eles são inflexíveis no que concerne à sua liberdade. Se alguém precisa deles, rejeitam tal necessidade como prejudicial à outra pessoa, tanto quanto a eles mesmos.

Querem que aqueles que amam sejam independentes, façam suas próprias escolhas e vivam suas vidas para si mesmos. Embora gostem dos outros e desejem a companhia deles, desejam mais ainda que os outros vivam sem apoios ou dependências. Assim, no momento em que você começa a se apoiar nessas pessoas, verá que elas desaparecem, primeiro emocionalmente, depois também fisicamente. Recusam-se a ser dependentes ou a ter a dependência de alguém, numa relação adulta. Com as crianças, são um modelo de pessoa interessada, mas encorajam quase desde o princípio a autoconfiança, oferecendo sempre uma quantidade de amor.

Você encontrará entre esses indivíduos felizes e realizados uma ausência fora do comum de busca de aprovação. São capazes de funcionar sem a aprovação e o aplauso dos outros. Não buscam honras, como faz a maioria das pessoas. são extraordinariamente livres das opiniões dos outros e quase não se incomodam com o fato de alguém mais gostar ou não do que tenham dito ou feito. Não procuram chocar os outros, ou ganhar-lhes a aprovação. São tão dirigidos por razões interiores que não têm, literalmente, interesse pelos julgamentos alheios de seu companheiro.

Não é que ignorem o aplauso e a aprovação; apenas parece que não necessitam deles. Podem ser quase ríspidos em sua honestidade, visto como não expressam suas mensagens em frases elaboradas com cuidado e destinadas a agradar. Se você quer saber o que pensam, é exatamente isso que vai ouvir. Da mesma forma, quando você disser alguma coisa sobre eles não os verá destruídos ou imobilizados. Tomarão os dados fornecidos por você, para filtrá-los através de seus próprios valores e usarão isso para o seu desenvolvimento.

Não precisam ser amados por todo mundo, nem guardam um desejo exagerado de serem aprovados por todos, por tudo aquilo que fazem. Sabem que sempre hão de incorrer em alguma desaprovação. O que têm de especial é que são capazes de funcionar da maneira que eles próprios ditam, e não conforme alguém de fora.

Se você observar esses tipos, notará uma falta de aculturação. Não são rebeldes, mas fazem, de fato, suas próprias escolhas, mesmo se tais escolhas entram em conflito com o que todo mundo faz. Podem ignorar regras mesquinhas, quando elas não têm sentido, e encolhem tranquilamente os ombros diante de pequenas convenções que são parte tão importante de tantas vidas. Não são freqüentadores de coquetéis, nem entabulam conversas inócuas, porque é polido fazer isso. São eles mesmos e embora encarem a sociedade como parte importante de suas vidas, recusam-se a ser regidos por ela ou a se tornarem seus escravos. Não atacam em tom de rebeldia, mas sabem, no íntimo, quando ignorar e funcionam de maneira lúcida e sensata.

Sabem rir e sabem provocar o riso. Acham graça em praticamente todas as situações e podem rir nas mais absurdas, como nas mais solenes ocasiões. Adoram ajudar os outros a rir e têm facilidade em criar humor. Não são pessoas sisudas, enfadonhas, que abrem caminho na vida com severidade impassível. Em vez disso, são pessoas realizadoras, frequentemente escarnecidas por se mostrarem frívolas na hora errada. Não calculam bem a hora das coisas, porque sabem que não existe, realmente, isso de coisa certa no lugar certo.

Amam a incongruência e, contudo, não há hostilidade em seu humor. E nunca, mas nunca mesmo, usam o ridículo para provocar o riso. Não riem das pessoas, riem com elas. Riem da vida e vêem a coisa toda como algo engraçado, muito embora sejam decididos em suas próprias metas. Quando dão um passo atrás e consideram a vida, sabem que não estão indo para nenhum lugar especial e são capazes de sentir prazer e de criar uma atmosfera em que os outros podem escolher a alegria para si próprios. É divertido tê-los por perto.

São pessoas que se aceitam sem queixa. Sabem que são seres humanos e que isso envolve certos atributos humanos. Sabem que têm determinada aparência e aceitam esse fato. Se são altos, está bem, mas é a mesma coisa se são baixos. Careca é ótimo, e assim também é ter uma porção de cabelos. Podem viver com suor! Não são falsos em relação à parte física de sua humanidade. Aceitaram-se a si mesmos e, portanto são as mais naturais das pessoas. Não se escondem atrás de artificialismos, nem se desculpam pelo que são. Não sabem como ficar ofendidos por alguma coisa que seja humana. Gostam de si mesmos e aceitam aquilo que são.

Da mesma forma, aceitam tudo da natureza pelo que é, em vez de desejar que fosse diferente. Nunca se queixam por causa de coisas que não mudarão, como ondas de calor, tempestades ou água fria. Aceitam-se e ao mundo como são. Não há fingimento, nem gemidos, simplesmente aceitação. Ande atrás deles durante anos e você nunca ouvirá autodepreciação ou anseio. Verá fazedores fazendo. Vai vê-los observando o mundo como ele é, qual uma criança, que aceita o mundo natural e o desfruta, por tudo aquilo que vale.

Apreciam o mundo natural. Adotaram a vida livre na natureza, topando com tudo que é genuíno e original. Amam especialmente coisas como montanhas, crepúsculos, rios, flores, árvores, animais e, praticamente, tudo que faz parte da flora e da fauna. São naturalistas, como pessoas, sem cerimônias nem pretensões e amam a naturalidade do universo. Não vivem ocupados procurando bares, clubes noturnos, festas, convenções, aposentos cheios de fumaça e coisas semelhantes, embora, certamente, sejam capazes de apreciar ao máximo essas atividades. Estão em paz com a natureza, com o mundo de Deus, se quiser, embora possam funcionar no mundo feito pelos homens.

São também capazes de apreciar o que, para os outros, se tornou sem graça. Nunca se cansam de um pôr-do-sol, nem de um passeio pelos bosques. Um pássaro voando é uma visão magnífica, sempre. Uma lagarta nunca se torna cansativa, nem uma gata parindo gatinhos. Uma vez mais e mais outra, apreciam com espontaneidade. Alguns acharão isso artificial, mas essas pessoas não reparam no que os outros pensam. Estão ocupadas demais, abismadas com a vastidão das possibilidades de realização no momento presente.

São capazes de ver dentro do comportamento dos outros e o que a alguns pode parecer complexo e indecifrável, vêem como claro e compreensível. Os problemas que imobilizam tantos outros são frequentemente encarados por essas pessoas como inconvenientes ligeiros. Essa ausência de envolvimento emocional nos problemas as torna capazes de superar barreiras que para os outros permanecem instransponíveis.

Têm também a visão interior de si mesmos e reconhecem imediatamente aquilo que os outros estão tentando lhes fazer. Podem encolher os ombros e ignorar, enquanto outros se irritam e se imobilizam. Nunca ficam perplexas ou embaraçadas e aquilo que pode parecer à maioria dos outros confuso ou insolúvel, é com freqüência considerado por elas como uma condição simples, de fácil resolução. Não dão ênfase a problemas em seu mundo emocional; para essas pessoas um problema é, na realidade, apenas um obstáculo a ser vencido, em vez de ser um reflexo daquilo que são ou não são como pessoas.

Sua autovalia está localizada no interior de cada um e, assim, todos os interesses externos podem ser vistos objetivamente, em lugar de o serem como representando, de alguma forma, uma ameaça ao valor deles. Esse é um traço muito difícil de compreender, visto como o maior parte das pessoas é facilmente ameaçada por acontecimentos exteriores, por idéias, ou por gente. Mas gente sadia, independente, não sabe como ser ameaçada e essa própria característica pode torná-las ameaçadoras para os outros.

Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte I
Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte III
Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte IV

 

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