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Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte III

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Do livro “Seus Pontos Fracos” – Dr. Wayne W. Dyer

Foto de Maxime Perron Caissy, Canadá

Nunca se empenham em lutas inúteis. Não embarcam no carro da popularidade, atrelando-se a uma variedade de causas como um meio de se fazerem importantes. Se a luta ajudar a promover a mudança, então lutam, mas nunca acharão necessário lutar sem utilidade. Não são mártires. São fazedoras. São, também, gente que ajuda, e estão quase sempre empenhadas em trabalho que tornará a vida das outras pessoas mais agradável ou mais suportável.

São guerreiras na frente de batalha da reforma social e, contudo, não levam suas lutas para a cama consigo a cada noite, preparando o terreno para as úlceras , as doenças do coração e outras desordens físicas. São incapazes de manter as coisas estereotipadas. Frequentemente nem notam as diferenças físicas entre as pessoas, inclusive raciais, étnicas, de tamanho ou de sexo. Não são gente superficial, que julga os outros pela aparência. Embora possam parecer hedonistas e egoístas, gastam muito tempo no serviço dos outros. Por quê? Porque gostam que assim seja.

Não são pessoas doentias. Não acreditam em ficar imobilizadas por resfriados e dores de cabeça e confiam em sua capacidade de se livrarem desses males; nunca saem por aí dizendo aos outros como se sentem mal, como estão cansados, ou que doenças no momento lhes afetam o corpo. Tratam bem seus corpos. Gostam de si mesmas e, em conseqüência, comem bem, fazem exercício regularmente (como um sistema de vida) e recusam-se a experimentar a maior parte das enfermidades que mantém muita gente inutilizada durante vários períodos. Gostam de viver bem, e vivem.

Outra marca registrada desses indivíduos de funcionamento integral é a honestidade. Não são evasivos em suas respostas, nem fingem ou mentem sobre coisa alguma. Consideram a mentira como uma distorção de sua própria realidade e não tomarão parte num comportamento auto-enganador. Embora sejam pessoas que prezam a privacidade, evitarão também ter que distorcer as coisas para proteger os outros. Sabem que têm o encargo de seu próprio mundo, da mesma forma que os outros têm o dos seus. Assim, comportar-se-ão de maneira que será freqüentemente encarada como cruel, mas na realidade estarão simplesmente permitindo que os outros tomem as suas próprias decisões. Lidam de forma afetiva com o que é, em vez de ser com o que gostaria que fosse.

Essas pessoas nunca censuram. São interiores, na orientação de sua personalidade, e recusam atribuir aos outros a responsabilidade pelo que são. Da mesma forma, não irão gastar muito tempo falando sobre os outros e dando ênfase ao que uma outra pessoa fez ou deixou de fazer. Não falam sobre as pessoas, falam com elas. Não censuram os outros, ajudam-nos e a si próprios a situar a responsabilidade onde deve ser situada. Não são boateiras, ou espalhadoras de maledicência. Estão tão ocupadas, sendo úteis no que concerne a sua própria vida, que não têm tempo para as maquinações mesquinhas que ocupam a vida de muita gente.

Os realizadores fazem, os críticos censuram e se queixam. Esses indivíduos dão pouca importância a ordem, organização ou sistemas em suas vidas. Têm autodisciplina, mas não sentem necessidade de ver as coisas e as pessoas enquadradas em sua maneira própria de entender como tudo deveria ser. Não têm nenhuma obrigação para com os outros. Vêem todo mundo como tendo direito a escolhas, e essas mesquinharias que levam o outro à loucura são simplesmente os resultados da decisão de um terceiro. Não encaram o mundo como tendo que ser de algum modo especial.

Não têm preocupação alguma com limpeza ou arrumação. Vivem de maneira funcional e se nem todas as coisas estão sendo como prefeririam que fossem, acham que isso também está certo. Assim, para essas pessoas, a organização é apenas um meio útil, em vez de constituir um fim em si mesma. Graças a essa ausência de neurose organizacional, são criativas. Encaram cada interesse de sua maneira toda especial, seja ele fazer uma sopa, escrever um relatório ou cortar a grama. Aplicam a cada ato sua peculiar imaginação e o resultado é uma abordagem criativa de todas as coisas. Não têm que fazer tudo de uma determinada maneira. Não consultam manuais, nem perguntam aos especialistas; simplesmente atacam o problema como acham acertado. Isso é criatividade e, sem exceção, elas a possuem.

Essas pessoas têm níveis excepcionalmente altos de energia. Parecem precisar de menos sono e, contudo, acham excitante viver. Vivem e são sadias. Podem comandar tremendas ondas de energia para terminar uma tarefa, porque escolhem envolver-se nela como uma realizadora atividade presente. A energia delas não é sobrenatural: é simplesmente o resultado de amar a vida e todas as atividades que ela encerra. Não sabem como se entediar. Todos os acontecimentos da vida apresentam oportunidades para fazer, pensar, sentir e viver e elas sabem como aplicar sua energia em praticamente todas as circunstâncias da vida. Se tivessem que ser encarceradas, usariam a mente de forma criativa, para evitar a paralisia da perda do interesse. O tédio não faz parte da vida delas, porque estão canalizando a mesma energia que os outros têm para rumos úteis a elas próprias.

São agressivamente curiosas. Nunca sabem o suficiente. Procuram saber mais e querem aprender em todos e em cada um dos momentos presentes de suas vidas. Não se preocupam com o fato de ter que fazer determinada coisa certo ou de tê-la feito errado. Se aquilo não funciona, ou não atinge a maior soma de bem, então é posto de lado, em vez de ficar sendo pensado e lamentado. Buscam a verdade, no que concerne a aprender, sempre estimuladas pela idéia de aprender mais, nunca acreditando que são um produto acabado.

Se estão perto de um barbeiro, querem aprender como é que se barbeia. Nunca se sentem nem se comportam como superiores, exibindo seus distintivos de mérito para o aplauso dos outros. Aprendem com as crianças, com os corretores da bolsa e com os animais. Querem saber mais sobre o que significa ser um soldador, um cozinheiro, uma prostituta ou o vice-presidente de uma empresa. São aprendizes, não professores. Nunca sabem o bastante e não sabem como se portar de maneira esnobe ou superior, visto que nunca se sintam assim.

Cada pessoa, cada objeto, cada acontecimento representa uma oportunidade para aprender mais. São positivas em seus interesses, não esperando que a informação lhes venha, mas indo atrás dela. Não têm receio de conversar com uma garçonete, de perguntar a um dentista o que é que se sente levando o dia inteiro com a mão na boca dos outros, ou de indagar a um poeta o que pretendeu dizer nesse ou naquele verso.


Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte I
Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte II
Retrato de Uma Pessoa que Eliminou Todos os Pontos Fracos – Parte IV


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