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A hidroterapia e a Síndrome de Down

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Desenvolvimento humano afetado, deficiências intelectuais e algumas características físicas específicas, como os olhos amendoados.

Esses são alguns aspectos apresentados pelos portadores da Síndrome de Down, uma alteração genética produzida pela presença de um terceiro cromossomo no par 21.

No Brasil, segundo as estatísticas, a cada 700 bebês que nascem, um é portador de Síndrome de Down.

Alguns dos desafios das famílias que possuem um integrante com Síndrome de Down, estão ligados às limitações acarretadas pela doença.

Mas, mesmo com todas as dificuldades que um portador possa ter é possível estabelecer uma rotina de atividade física, de modo que ele mesmo consiga se disciplinar e manter hábitos saudáveis.

A hidroterapia é uma modalidade da fisioterapia que pode ajudar muito neste contexto de cuidados pessoais, contribuindo também para a socialização do paciente junto aos outros praticantes da atividade.

De acordo com o fisioterapeuta Rogério Celso Ferreira, da Fisior Hidroterapia, em Belo Horizonte (MG), a hidroterapia ou fisioterapia aquática pode ser uma forte aliada dentre os diversos tratamentos da Síndrome de Down.

“A hidroterapia estimula o controle motor do portador da síndrome; a água oferece ao mesmo tempo sustentação e resistência e a pessoa consegue realizar atividades que seriam impossíveis fora da piscina. Com isso, o paciente se sente mais seguro de seus movimentos e torna-se capaz de realizá-los com mais eficiência, alcançando mais independência e satisfação nos exercícios propostos na sessão”, destaca o especialista.

O fisioterapeuta reforça ainda que a inserção da hidroterapia na rotina de pacientes portadores de Síndrome de Down contribui para melhorar a circulação sanguínea e diminuir a hipertensão, promove relaxamento muscular e coordenação motora, ajudando o paciente em seu convívio social e melhorando a qualidade do sono.

“A hidroterapia complementa os tratamentos convencionais, executados fora da água. É uma atividade física com características únicas; diferente até mesmo da natação e contribui de maneira muito positiva para o bem estar físico, mental e comportamental do portador da Síndrome de Down”, defende Ana Paula Oliveira, também fisioterapeuta da Fisior Hidroterapia.

Rogério Celso Ferreira também alerta sobre a necessidade de portadores da Síndrome de Down fazerem um acompanhamento periódico com um especialista e se submeterem a uma avaliação com um fisioterapeuta antes de iniciar um tratamento com hidroterapia.


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