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Por que as emoções são contagiosas?

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Você sorri porque é feliz ou é feliz porque sorri? O que vem primeiro: o sentimento ou a ação?

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O psicólogo William James, um dos fundadores da psicologia moderna e importante filósofo ligado ao Pragmatismo afirmou que devemos inverter a perspectiva do senso comum segundo a qual a reação a um estímulo emocional (a expressão de um sorriso, por exemplo) ocorre após a pessoa tomar consciência da emoção que está sentindo.

Ao contrário, para James e Carl Lange, outro pesquisador, primeiro reagimos fisiologicamente ao estímulo emocional e só depois, que tomamos consciência dessas respostas é que temos o sentimento da emoção.

Foi ele quem afirmou:

“O pássaro não canta porque está feliz, mas sim está feliz porque canta”

“A maior descoberta da minha geração foi a de que o ser humano pode alterar sua vida alterando sua mente. ~ William James”

 

Ok, muito bem. Guarde esta informação: são suas ações que o levam a se sentir da maneira como se sente.

No livro “Conectados: O Surpreendente Poder das Nossas Redes Sociais e Como Elas Moldam as Nossas Vidas“, Nicholas A. Christakis e James Fowler explicam como nossos laços com os outros afetam emoções, sexo, saúde, política, dinheiro, evolução e tecnologia.

A nossa própria investigação demonstrou que a expansão da influência das redes sociais obedece ao que nós chamamos “A Regra de Três Graus de Influência”. Tudo o que fazemos ou dizemos tende a ondular através da nossa rede, tendo um impacto sobre nossos amigos (um grau), amigos dos nossos amigos (dois graus), e até mesmo os amigos dos amigos dos nossos amigos (três graus).

O video seguinte ilustra como isso ocorre e como rir pode ser contagioso, assim como qualquer outra emoção.

Portanto, juntando as informações, te pergunto: Você contagia ou é contagiado?
Se o que você faz altera os seus sentimentos e se os seus sentimentos alteram o modo como o outro, seu próximo, se sente, quer dizer que fica bem mais fácil “mudar o outro” ?

O sonho aparentemente impossível de fazer o outro mudar é possível a partir de você mesmo. Ou seja, mude a si mesmo e “contagie” o outro. Antes que você diga que o contrário também ocorre, sim verdade, pode ocorrer. Mas já que você detém essa informação não acha que está na hora de sair desse modo passivo-reativo “tudo-o-que-acontece-me-atinge” ou “o-inferno-são-outros” e começar a ser mais proativo e “contagioso”?!

Srini Pillay, psiquiatra e professor em Harvard, explica da seguinte maneira:

O cérebro tem células nervosas cuja função é refletir, automaticamente, as emoções das outras pessoas. Por exemplo, se eu entro em uma sala e estou bravo com você, automaticamente isso vai acionar seu alerta de irritação. Com isso, há uma boa chance de você ficar bravo comigo, sendo que antes não estava. Isso ocorre porque as emoções são contagiosas, e nós transferimos as emoções de uma pessoa para a outra sem perceber. Assim, se você explica para as pessoas que existem células nervosas no cérebro e que elas imitam as emoções das outras pessoas, elas vão dar um passo atrás, e em vez de responder com um impulso primitivo, elas podem pensar nas coisas e passar a usar algo que chamamos de mecanismo cortical, ou mecanismo consciente, para entender porque os conflitos surgem.

 

Escolha as melhores emoções e gestos à mostra! Fácil não é, só dá mais trabalho porque é uma escolha consciente.


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