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Bromidrose: descubra as causas e tratamento

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Não é incomum se deparar com fortes odores de pessoas nas ruas, ônibus, metrô ou até mesmo ao tirar o sapato.

bromidrose
Foto: Freepik

O mau cheiro popularmente chamado de cecê e chulé, é uma condição chamada Bromidrose, que além de atingir axilas e pés, também pode ocorrer na região da virilha.

Isso provém da presença de fungos ou bactérias em contato com o suor em ambientes quentes, úmidos e escuros.

Como as glândulas responsáveis pelo suor surgem por volta dos 8 aos 14 anos de idade e algumas pessoas apresentam em maior quantidade, consequentemente, o mau cheiro é mais intenso.

Além disso, quem apresenta o quadro de diabetes ou alcoolismo se torna mais propensa ao desenvolvimento do problema.

Prevenção e Tratamento

As opções de prevenção são diversas, entre elas, a retirada de pelos das regiões propícias ao desenvolvimento de fungos, não repetir a mesma roupa várias vezes seguidas, evitar o uso de bebidas alcoólicas e condimentos alimentares, utilizar sabonetes antissépticos e desodorantes com alta duração, secar bem a pele após o banho e usar, preferencialmente, roupas de algodão.

De acordo com o cirurgião plástico José Neder Netto, o tratamento consiste na utilização de antibióticos, antifúngicos e medicamentos que controlam a transpiração.

Em casos mais graves e quando as alternativas anteriores não tiverem sido eficazes, é necessário a lipoaspiração das glândulas sudoríparas axilares associada à retirada cirúrgica das glândulas (apenas para a região das axilas), procedimento cirúrgico, mas de pequeno porte.

Como em toda cirurgia é muito importante o acompanhamento pré e pós-operatório seguindo as orientações do seu médico.

Apesar do índice de complicações ser muito pequeno, podem ocorrer manchas roxas ou escurecimento da região, diminuição considerável de pelos nas axilas, infecção, abertura de pontos entre outros. Vale a pena lembrar que a cicatriz é inevitável e em alguns casos pode surgir queloides.

A taxa de sucesso desse tratamento é de 70% dos casos com melhora parcial ou total do problema.

O procedimento eleva a qualidade de vida e autoestima dos pacientes, uma vez que proporciona segurança e tranquilidade em situações cotidianas como participar de reuniões, pegar transportes públicos e até mesmo passear em parque ou praticar algum esporte em conjunto com outras pessoas.

                                                                                          

Fonte: José Neder Netto, cirurgião plástico, CRM: 120.985


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