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Conheça 5 fake news sobre a Homeopatia

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A homeopatia é a terapia alternativa que mais sofre coma disseminação das fake news, nos dias de hoje. Isso não ocorre, por exemplo, com a acupuntura – especialidade também reconhecida pelo CFM – nem com a “medicina ortomolecular”

1. “A pesquisa em homeopatia é de baixa qualidade, por isso você não pode confiar nos resultados”

Apenas um estudo comparou a qualidade da pesquisa em homeopatia com a da medicina convencional. Em geral, os ensaios de homeopatia foram considerados de maior qualidade do que os ensaios convencionais quando foram comparados.

Os pesquisadores compararam 110 ensaios de homeopatia e 110 ensaios combinados de medicina convencional: 21 ensaios de homeopatia e 9 ensaios clínicos convencionais foram avaliados como “de maior qualidade” (19% dos ensaios de homeopatia e 8% dos ensaios de medicina convencional).

“Este estudo mostra que elevar os padrões de pesquisa é uma questão permanente para a homeopatia e a medicina convencional. Também é verdade que alguns estudos de homeopatia, são de baixa qualidade, assim como alguns da medicina tradicional,particularmente aqueles realizados há algumas décadas, que estão aquém dos padrões de qualidade atuais.

No entanto, é claro que não é verdade que todos os estudos de homeopatia são de má qualidade. Existem estudos de boa qualidade que descobriram que a homeopatia é eficaz”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

2. “A ideia de ‘cura pelos semelhantes’ não faz sentido”

A homeopatia baseia-se no princípio básico de “cura pelos semelhantes”, isto é, uma substância que pode causar os sintomas da doença, se tomada em grandes doses, pode ser usada, em doses mínimas, para tratar sintomas semelhantes.

“A ideia de que uma substância pode ser prejudicial em grandes quantidades, mas benéfica em pequenas quantidades, não é nova para a ciência; na verdade, este conceito (hormese) existe há décadas e está cada vez mais bem documentado em áreas como biologia e toxicologia”, destaca o médico.

Existem até exemplos de “cura pelos semelhantes” na medicina convencional:

  • Digitalis, em doses elevadas, causa arritmias, mas esta droga é usada rotineiramente, em doses baixas, para tratar esta condição;
  • O medicamento estimulante, à base de anfetaminas, Ritalin, é usado para tratar o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
  • Pequenas doses de alérgenos, como o pólen, são usadas para tratar pacientes alérgicos.

No entanto, uma diferença importante na homeopatia é que as doses medicinais administradas são tão pequenas que os efeitos colaterais tóxicos são evitados.

Os medicamentos homeopáticos de baixa potência (com potências até 12 CH ou 24 X) contêm, ainda, poucas moléculas da substância original da qual são feitos. Por essa razão, na maioria dos países, os remédios feitos a partir de substâncias tóxicas só estão disponíveis em potências mais altas, da “primeira diluição segura” para cima.

“São as potências mais altas, que não contêm moléculas, que são mais controversas, pois ainda não entendemos seu mecanismo de ação”, diz Moises Chencisnki.

3. “A homeopatia não deve ser usada porque você não pode explicar como ela funciona”

Saber como um medicamento funciona nunca foi um pré-requisito para o seu uso. A aspirina (ácido acetilsalicílico) é uma das drogas mais usadas no mundo, mas foi usada por mais de 70 anos, antes de seu mecanismo de ação ter sido descoberto, em 1971. A droga ainda é ativamente pesquisada hoje, pois possui inúmeros efeitos biológicos ainda não totalmente compreendidos.

Variações do ácido acetilsalicílico têm sido usadas para tratar a dor e a febre desde a antiguidade, começando com preparações feitas a partir de suas formas naturais – as folhas e a casca do salgueiro ou choupo. Em 1899, uma forma artificialmente sintetizada do ingrediente ativo passou por testes clínicos e a droga “aspirina”, como a conhecemos hoje, foi lançada.

“Da mesma forma, a homeopatia tem uma longa história de uso tradicional. Isto levou à compreensão clínica do que os medicamentos homeopáticos podem fazer, estando à frente da nossa compreensão teórica de como esses medicamentos têm um efeito biológico. Encontrar o mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos será fascinante e muitos pesquisadores, em todo o mundo, estão realizando pesquisas fundamentais e básicas para investigar essa importante questão”, afirma o pediatra homeopata.


4. “A medicina convencional está comprovada – a homeopatia não”

Esta é uma crença comum, mas na verdade a situação não é tão simples. Quer estejamos discutindo medicina convencional ou homeopática, a ciência é muito mais complexa do que poderíamos desejar.

A análise, pelo Clinical Evidence, do British Medical Journal (BMJ) mostra que apenas 11% de 3.000 tratamentos usados habitualmente são benéficos.

A quantidade de pesquisas realizadas na medicina convencional é vasta em comparação com o campo relativamente novo da pesquisa em homeopatia, mas quando você olha para o balanço de evidências – a porcentagem de tentativas que são positivas, negativas ou inconclusivas – são notavelmente semelhantes para os dois lados.

“A pesquisa deve continuar em todos os campos para ajudar os formuladores de políticas públicas em saúde, pacientes e médicos a tomarem as melhores decisões possíveis, mas no momento, muitas decisões não podem ser baseadas em evidências científicas, porque há apenas dados insuficientes”, diz o médico.

5.”Homeopatia não é ciência”

Há críticos que afirmam que a homeopatia é uma “pseudociência” e apenas não cientistas estão interessados no assunto. De fato, cientistas de universidades altamente respeitadas, instituições de pesquisa e hospitais, em todo o mundo, estão realizando pesquisas sobre a homeopatia usando as mesmas técnicas usadas para investigar tratamentos médicos convencionais.

“A pesquisa em homeopatia é um campo relativamente novo (a homeopatia tem pouco mais de 200 anos), mas o número de artigos publicados em periódicos revisados por pares cresceu significativamente nos últimos 40 anos”, informa Moises Chencinski.

Este atraso em relação à medicina convencional não é surpreendente quando se considera a falta de financiamento disponível. No Reino Unido, menos de 0,0085% do orçamento de pesquisa médica é gasto em pesquisa de medicamentos complementares e alternativos.


CONTATO

Site: http://www.drmoises.com.br
Fanpage: https://www.facebook.com/doutormoises.chencinski


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