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Estudo explica como enxaguantes bucais agem no esmalte dos dentes

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Os enxaguantes bucais são produtos de prateleira encontrados em farmácias e supermercados e, geralmente, são utilizados como complemento à escovação e ao uso do fio dental.

Pacientes compram esses produtos de venda livre – que contêm até mesmo substâncias clareadoras, como o peróxido de hidrogênio – sem terem necessariamente o acompanhamento ou a prescrição de um dentista.

Muitas pessoas que utilizam os enxaguantes não sabem se possuem ou não cáries em seus dentes, além de desconhecerem os seus impactos na saúde bucal.

Para obter mais dados sobre esse assunto, a aluna de mestrado da Faculdade São Leopoldo Mandic, Ana Mariana Toledo Piza de Lima Barbosa, pesquisou sobre os efeitos dos bochechos com produto clareador sobre o esmalte do dente hígido (sadio), e também sobre o esmalte desmineralizado (com lesões de cárie incipiente), comparando-os ao bochecho convencional sem clareador.

Para realizar a pesquisa, foram utilizados 60 blocos de esmalte dental humano, que foram divididos em quatro grupos.

Os grupos 1 e 2 foram formados por esmaltes saudáveis imersos em enxaguantes convencional e clareador. Os grupos 2 e 3, por esmaltes desmineralizados também imersos nessas substâncias.

Resultados favoráveis

Os resultados da pesquisa comprovam que a utilização de enxaguantes bucais – com ou sem produto clareador – ajudam o esmalte com cárie a recuperar a sua dureza, o que pode ser considerado um bom resultado.

“Isso aconteceu, provavelmente, porque os dois enxaguantes testados possuem flúor em sua composição”, afirma a orientadora do estudo, a Professora Dra. Fabiana Mantovani Gomes França.

Ela explica que “quando ocorre a cárie, que começa no esmalte, há perda de cálcio, um processo chamado desmineralização. Por isso, se o esmalte dental está cariado, sua dureza é menor”. Recuperar a sua microdureza é, portanto, uma forma de protegê-lo do avanço da doença.

O estudo avaliou e comparou as alterações provocadas pelos enxaguantes na microdureza, luminosidade e cor de amostras de esmalte dental saudável e desmineralizado.

Segundo a autora da pesquisa, não houve diferença significativa na alteração da microdureza nos grupos de esmalte sadio submetidos à ação de enxaguantes comuns e clareadores.

Porém, nos grupos de esmalte desmineralizado, houve aumento da microdureza.

Para Barbosa, isso pode ter acontecido porque o esmalte desmineralizado possui uma superfície mais amolecida e porosa, que reage com o flúor dos enxaguantes, o que ajuda a recuperar a sua microdureza.

Já o esmalte saudável possui maior nível de mineralização, reagindo menos ao flúor dos enxaguantes.

O fato de o esmalte desmineralizado ser mais poroso e amolecido também pode ter favorecido o aumento da luminosidade, já que permite a melhor absorção do peróxido de hidrogênio contido no enxaguante clareador.

Nos grupos de esmalte saudável, o enxaguante com clareador não conseguiu alterar a sua luminosidade.

O mesmo ocorreu com relação às alterações de cor. Apenas os grupos de esmalte com cárie apresentaram mudanças após a imersão no enxaguante clareador.

Flúor

No estudo realizado na Faculdade São Leopoldo Mandic, ficou claro que o flúor é um componente importante dos enxaguantes bucais – com e sem clareador -, mostrando-se eficaz para minimizar o risco de diminuição da microdureza do esmalte saudável, e aumentar a microdureza do esmalte com cárie.

“O diferencial desse estudo, é que, até o momento, não existia um trabalho publicado sobre o efeito dos enxaguantes clareadores em esmalte desmineralizado ”, afirma Barbosa.

A aluna ressalta que os produtos de prateleira com peróxido de hidrogênio em baixa concentração devem ser usados com cuidado, até que mais estudos conclusivos sejam realizados.

“Esses produtos podem alterar a mineralização e a remineralização [processo contínuo e natural que restabelece a integridade do esmalte do dente]. O problema é que os enxaguantes são produtos disponíveis sem a prescrição de um dentista e acabam sendo utilizados por quem não sabe das condições dos seus dentes, se eles estão com lesões de cáries ou não”, conclui a Barbosa.

Ela enfatiza que “é imprescindível que as pessoas façam consultas periódicas com dentistas para avaliar a sua saúde bucal, e que esses profissionais estejam cientes das opções de produtos de prateleira existentes no mercado, para que orientem seus pacientes da melhor maneira possível”.

 

Sobre a São Leopoldo Mandic

Considerada pelo MEC uma das dez melhores instituições de ensino superior do País há 10 anos consecutivos no Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC, a Faculdade São Leopoldo Mandic reúne, no corpo docente, professores doutores formados pelas melhores instituições de ensino do Brasil e do Exterior. Estruturada com laboratórios de última geração e clínicas odontológicas completas, a Instituição oferece aos alunos vivência prática nos cursos de Odontologia e de Medicina desde o 1º ano, atividades de pesquisa e prestação de serviços comunitários, convênio com hospitais e Unidades Básicas de Saúde, cursos de graduação e pós-graduação. A Faculdade São Leopoldo Mandic tem outras oito Unidades distribuídas pelo País, que oferecem cursos de pós-graduação.

Canais:
www.slmandic.edu.br

facebook.com/saoleopoldomandic

 


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