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A dificuldade em dizer: “NÃO”

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Mahatma Gandhi dizia que um “não” dito com a mais profunda convicção era maior e melhor do que um “sim” dito simplesmente para agradar ou, o que é pior, para evitar problemas.

Partindo desse pensamento de Gandhi, eu lhe pergunto: Quantas vezes em sua vida você desejou dizer “não” à alguém e não conseguiu?

po-de-nao

 

É incrível a quantidade de pessoas que possuem dificuldade em dizer essa pequena palavra, digo até preciosa (talvez por isso achei pertinente colocá-la nesta imagem com pozinhos mágicos) e abafada dentro dos pensamentos de quem a deseja.

Às vezes essa pequena palavra de apenas três letrinhas tem um poder tão grande que deva ser por isso que algumas pessoas temem em pronuncia-la ou talvez tenham medo de convidar a Sra. Liberdade para um passeio. Sim, porque ao dizermos não à alguém ou a alguma coisa, principalmente quando queremos, consequentemente nos libertamos de fazer algo que não gostaríamos, de posicionar frente a alguma coisa que não nos compete intervir e até mesmo de evitar a fadiga das consequências de ceder aos desejos do outro .

Um exemplo clássico é a fofoca. É incrível e ao mesmo tempo engraçado ver o semblante de alguém que nos chega para contar uma fofoca, essas pessoas aproximam-se todas gracejadas dizendo: “Nossa fulano..tenho um babado para te contar..” Daí você escuta e acaba entrando na armadilha de se escandalizar com o que foi dito e puf! Diz uma coisa que não deveria dizer e a fofoca vai viajando a cada rua , esquina, banco de praça até voltar em você novamente, mas desta vez acompanhada do protagonista do “babado”. Já deu para imaginar a confusão? Até você explicar…

Esse é um pequeno exemplo da dor de cabeça que muitas pessoas enfrentam quando não conseguem dizer não à alguém e acabam cedendo as vontades do outro em detrimento da própria. Mas este exemplo é simples e fácil de se resolver, penso nas consequências devastadoras que a falta do “não” provocou na vida de muitas pessoas.

Quando um simples “não” poderia evitar viver um relacionamento infeliz, poderia diminuir a sobrecarga das tarefas diárias numa rotina de cuidados com a casa, com os filhos, marido, esposa ou irmãos e até mesmo quando impede a pessoa de ser fiel e comprometida com aquilo que realmente gosta de fazer, de algo mais simples como um hobby à algo tão importante quanto uma carreira profissional.

É fato que a cada decisão que tomamos, angariamos a admiração e aplausos de uns e o repúdio e indiferença de outros, esse é o valor a ser pago por ser fiel ao que se acredita e não se permitir viver no conforto da alienação que abafa e oprime qualquer forma de vida autêntica que se possa desejar ter.

Dizer não equivale a ser sincero com você mesmo, no entanto a sinceridade para alguns é um peso maior que elas aguentam suportar e saber da existência desta pouco modificará sua vida ou o que pensa a respeito de algo, por isso se propor a um momento de reflexão das variáveis da palavra “não” pode ser algo produtivo e positivo antes de sair por aí num efeito “ninja” cortante ferindo pessoas que se ama.

Ao dizermos não à algo ou alguém proporcionamos a nós e ao outro um encontro com a sinceridade, e esta para muitos é uma verdade sem maquiagem que por sua vez tem a capacidade de diminuir um sofrimento psicológico. E o que é este sofrimento? É quando perdemos a capacidade de falarmos sobre o que nos acontece.

Por isso é preciso estar em paz consigo mesmo, com o que deseja e acredita sem perder de vista aquilo que o torna único. É essencial aprender a dizer não sem se sentir culpado por fazer o que gosta, dizer o que pensa ou tutelar seus desejos.

Lingia Menezes de Araújo
Psicóloga Clínica
Tel.: (31) 3150 -9950 / 9576-9032 / 8671-1127
Rua Miguel de Souza Arruda-233-Alvorada
CEP 32041-470 -Contagem/MG

OBS: Todo o conteúdo desta e de outras publicações tem função informativa e não terapêutica.


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