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Parece diamante, mas não é

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Por Sah Elizabeth

A zircônia cúbica, também chamada zirconita, ou simplesmente zircônia, é um material artificial que corresponde a um óxido de zircônio e constitui-se numa excelente imitação do diamante a um baixo custo.

Em aparência ela pode imitar perfeitamente um diamante, entretanto, a primeira e mais simples característica que distingue um autêntico diamante de uma falsificação, sua leveza, não pode ser “imitada”.

Vez ou outra surgem em nossas vidas algumas zircônias… Quem nunca se enganou? Quem pode afirmar com segurança que sempre soube discernir o falso do verdadeiro?

 

Engana-se todo aquele que pressupõe lograr o triunfo de qualquer natureza através de métodos escusos. – Joana de Ângelis

Às vezes, um engano é provocado propositadamente por um “agente externo”, em outras reveste-se apenas de autoengano e muitas mais num misto dos dois. Sim, pois embora ninguém queira se enganar, a verdade é que nos enganamos, seja por descuido, desatenção ou mero desconhecimento.

Quando algo se apresenta a nós tão brilhante e belo quanto um diamante o que nos seduz e hipnotiza a ponto de nem mesmo duvidarmos de sua autenticidade… atenção: perigo iminente! A decepção se avista na próxima esquina, e com ela também a chance de “safar-se” de prováveis novos enganos.

Como um autêntico brilhante
o engano assim se apresentou
Fez a corte
exibiu seu brilho
jurou eterno amor.

Mas como disfarçada zircônia
seu peso logo me afundou.
Vi sua verdadeira face.
Sua dureza não resistiu
e na hora decisiva do corte
entre o imaginário e o real
ele de todo ruiu.

Diz-se que para discernir é preciso estudar e aprender, diz-se também que o coração tem as respostas. Mas aqui também se faz necessário distinguir coração de “emoção/sentimentalismo” daquela voz interior que de seu mais profundo brota, também chamada “intuição”.

“Nem tudo o que parece é”, “nem tudo o que reluz é ouro”. Se o coração sabe o caminho é a consciência que tem a direção. É ela que equilibra e governa as emoções e paixões, dimensiona e afasta os medos, joga luz e mostra o que é preciso ser entendido para se prosseguir.

Os enganos habituais, que fazem parte do esquema do desculpismo em relação à responsabilidade , cedem lugar ao enfrentamento dos fatos conforme se apresentam, ensejando a vivência compatível com as conquistas da inteligência e do sentimento de nobreza.Joana de Ângelis

Enganos e ilusões acontecem, mas uma vez percebidos podem, com vontade, ser dissolvidos, dissipados, transcendidos. E então, podemos seguir firmes em direção ao que nos é autêntico.

O que é real?
É algo que te faz melhor e engrandece ou é algo que te atormenta e rouba tua paz?


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