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Quer salvar o planeta? Pare de comer carne

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Ao ritmo atual de crescimento populacional, a Terra poderá ser o lar de cerca de 9 bilhões de pessoas em 2050 – e todos vão precisar comer.

Mas um novo relatório da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente observa que a produção e o consumo de alimentos colocam a agropecuária entre os indutores mais importantes das pressões ambientais, incluindo as mudanças climáticas e a perda de habitats.

O autor principal do relatório é Edgar Hertwich, professor de Energia e Engenharia de Processos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.

Impacto ambiental das atividades econômicas

O relatório, chamado Avaliação dos Impactos Ambientais da Produção e Consumo: Produtos e Materiais Prioritários é o primeiro levantamento já feito em nível global das causas das diferentes pressões ambientais que resultam das atividades econômicas.

O professor Hertwich trabalhou com seus colegas durante dois anos para encontrar respostas detalhadas para três questões inter-relacionadas:

  1. Quais são as indústrias mais importantes que causam mudanças climáticas?
  2. Quanta energia diferentes atividades de consumo exigem quando a fabricação dos produtos é levada em conta?
  3. Quais são os materiais que mais contribuem para os problemas ambientais?

Agricultura é maior causa dos impactos ambientais

O Professor Hertwich disse que ficou surpreso ao descobrir que os impactos ambientais da agricultura são maiores do que a produção de materiais como o cimento e outros bens manufaturados.

Embora o relatório não faça recomendações específicas de mudança – ele é, ao contrário, uma descrição detalhada do problema – Hertwich afirma que “é evidente que não poderemos ter [todo o mundo] adotando a dieta média europeia – nós simplesmente não temos a terra e os recursos para isso.”

O relatório observa que “os impactos da agricultura devem aumentar substancialmente devido ao crescimento populacional e ao aumento do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil encontrar alternativas: as pessoas têm que comer.”

Renda maior, mais carne na dieta

Outra surpresa do relatório foi o efeito do aumento da riqueza econômica sobre diferentes impactos ambientais.

Os autores do relatório descobriram que os impactos ambientais aumentam cerca de 80% quando se dobra a renda individual.

Este aumento resulta em parte de uma mudança para uma dieta mais intensiva em carne.

“A redução substancial dos impactos só seria possível com uma mudança substancial da dieta mundial, distanciando-se dos produtos de origem animal,” afirma o relatório da ONU.

Desperdício de alimentos

Outro problema relacionado foi a quantidade de resíduos alimentares tanto em países ricos quanto em países pobres.

“Entre 30 e 50 por cento de todo o alimento produzido é estragado ou perdido,” disse Hertwich. “É realmente surpreendente a quantidade de desperdício alimentar que existe.”

Nos países pobres, a comida se estraga a caminho dos mercados consumidores, enquanto nos países ricos ela estraga nas geladeiras domésticas, disse ele.

Esperança para o futuro?

Tanto Hertwich quanto os representantes da ONU responsáveis pela questão do meio ambiente afirmam que o público e os políticos devem enfrentar os grandes desafios ambientais com os quais toda a humanidade está se deparando.

Em um comunicado do Programa Ambiental da Nações Unidas, seu presidente, Ashok Khosla, pisa fundo no discurso alarmista, afirmando que “os ganhos incrementais de eficiência, por exemplo, nos motores de carros ou nos sistemas de aquecimento doméstico, apresentaram algumas melhorias mas, confrontados com a dimensão do desafio, medidas muito mais transformacionais precisam ser tomadas. Atualmente estamos nos ocupando com besteiras – ou nos ocupando com questões marginais – enquanto Roma arde.”

Hertwich concorda com a avaliação de Khosla. “Há desafios fundamentais lá fora para os quais eu acho que nós, como sociedade, ainda não despertamos,” disse. “Em algum lugar no nosso espelho retrovisor há um monstro enorme, e nós estamos fingindo que ele não está lá. Mas eu penso que, se realmente decidirmos a enfrentar esses desafios, nós seremos capazes de fazer isso.”

O relatório completo, em inglês, pode ser baixado gratuitamente no endereço:

www.unep.org/resourcepanel/documents/pdf/PriorityProductsAndMaterials_Report_Full.pdf

Fonte: Diário da Saúde

O Planeta Precisa de Carne?

trecho de matéria na Superinteressante

Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.

Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas – não, isso não é uma piada – estão entre os principais causadores do efeito estufa.

Proposta: Segunda sem Carne

A Sociedade Vegetariana Brasileira propõe:

“A campanha Segunda sem Carne objetiva incentivar as pessoas a deixarem de consumir carne, ao menos, uma vez por semana, tendo assim benefícios para sua saúde e a saúde do planeta. Ao diminuir o consumo de carne reduzimos, ao mesmo tempo, o desperdício de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de habitats e até de biomas inteiros. De quebra, ainda ajudamos a diminuir o rebanho bovino e sua emissão de metano – poderoso agente de efeito estufa. (SVB)”

Para saber mais acesse:

Segunda sem carne
Dias sem carne


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3 Comments

  1. […] disso, já sabemos que o consumo de carne também prejudica o planeta, não é? Mais um motivo para revermos nossos […]

    Reply

  2. […] disso, sempre que possível, troque carne vermelha por frango sem pele, peru ou […]

    Reply

  3. ikgdesigner@gmail.com'

    Gilmar

    29 de setembro de 2015 at 22:48

    Faz dez anos e uns meses que como às vezes atum, e raramente peixes. Mas isso não foi nada fácil, pois desde infância somos “induzidos” e “preparados” para este dispensável hábito.
    Sabemos o que está por trás destas coisas: dor, matança, sofrimentos, lucro, ganância, ignorância, etc.
    A sutileza dos corpos materiais interessa, infelizmente, a uma pequena parcela.
    Acredito que um dia ocorrerão transformações profundas no planeta, que mudarão para sempre o “modus vivendi” desta raça.

    Reply

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