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A Verdade da Mentira

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Baseado em fatos surreais.

verdade

O mundo me ensinou a mentir. Pior que demorei para aprender. Minto muito mal, mas minto, devo dizer. Não por gosto, mas por sobrevivência (ou conveniência?). No jogo da hipocrisia sempre acabo perdendo, mas com o tempo, alguns truques ficaram afinal. Nem tudo deve ser dito, nem tudo precisa ser sabido. Algumas verdades não são para todos. Às vezes, é melhor omitir, esconder um detalhe.

Ah a verdade! A verdade que se esconde entre as frestas dos gestos e das palavras. E a mentira que está sempre lá, estampada na cara de quem mente. Tá lá para quem quiser ver. Na minha cara, pelo menos, tenho certeza!

Sempre me perguntei: por que as pessoas mentem tanto? Por um lado, aprender essa lição nos traz um certo alívio. Não é mais preciso levar tudo tão a sério, nem levar a sério tudo o que dizem as pessoas, o que nos dá certa proteção, concorda?

É engraçado entender que, na verdade, no mundo, tudo é uma mentira até que se prove o contrário. Entender que as pessoas dizem por dizer, falam mais do que fazem, se conhecem menos do que deveriam. Inventam desculpas, fingem motivos e mais do que isso: acreditam nos próprios motivos que inventam! É possível chegar a pensar que só se dá bem aquele que sabe mentir. Um completo absurdo…

Só que existe um lado bom da mentira. É verdade! O bom é que ela é leve. De tão vazia que é, ela é sempre mais leve que a verdade. Cedo ou tarde, ela vem à tona e bóia no imenso mar da vida.

Uma mentira sempre vem abaixo porque não tem sustentação. Vejamos: O que comprova a verdade? Atos (ou fatos) e tempo? Aqui não vale aquela máxima: “ações falam mais alto que as palavras”, assim como o poder imbatível do tempo não detona qualquer mentira? Bom, quero crer que sim. (sonhadora, tadinha!)

Mentir deveria ser crime, mas quem é que aguenta com a verdade?


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Comentário(s)

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13 Comments

  1. Nando Neves

    26 de fevereiro de 2009 at 21:53

    toin, isso foi pra mim?
    srsrs olheeee

    Reply

  2. KG

    27 de fevereiro de 2009 at 1:32

    Será que existe uma verdade verdadeira?
    Existe a minha verdade, a sua verdade e a verdade dele… Talvez, dependa do referencial! rsrsrs

    Ai, que confusão!

    Bjo

    Reply

  3. Sah Elizabeth

    27 de fevereiro de 2009 at 1:45

    É, esse lance de verdade verdadeira, verdade absoluta é deveras perigoso! :)

    Concordo com vc KG, “a verdade sob um ponto de vista.” Mas uma coisa pra mim é inquestionável: ser verdadeiro consigo mesmo.

    Abraços!

    Reply

  4. Hoogo

    27 de fevereiro de 2009 at 3:34

    Verdade/ Mentira… são opostos. mas não necessariamente representam o bem/mal; bom/mau; negativo/positivo.

    Verdade ou mentira… não necessariamente certo ou errado. Tudo depende do contexto e das intenções por trás da mentira, e da verdade.

    Gosto de antônimos!

    Há mentiras que curam, que salvam.
    Há verdades que ferem e magoam.

    Penso, logo existo, logo minto…
    minto por instinto.

    A parte ruim é a carcaça que criamos, com a ilusão de ser anti-mentiras. Acreditamos nas mentiras, e duvidamos das verdades!

    http://www.hoogo.com.br

    Reply

  5. Sah Elizabeth

    28 de fevereiro de 2009 at 0:16

    Poxa Hoogo, vc me fez refletir um bocado nisso tudo. “Mentiras que salvam, verdades que ferem.”

    Acho que eu nunca soube lidar muito bem com essa dicotomia… positivo/negativo, certo/errado, como se não existisse gradações desses extremos. O tempo todo, somos pressionados a tomar partido de um, e estamos sempre julgando o que é certo ou errado.

    Talvez, uma maneira pragmatista de encarar a realidade seja suficiente: é útil e conveniente para mim? Resolve meu problema? Mas, e se o que for bom pra mim, não for para “o outro”? Ah, aí entra a tal da Ética neh?!

    Mentimos, fato. E honestidade demais atrapalha. Claro, não é pq eu vejo alguma coisa de um determinado jeito que aquilo “é” uma verdade.

    Mentimos pra evitar conflitos e dor. Alguns, é claro, (ou muitos), mentem para iludir e levar vantagem, mas vamos falar apenas em termos mais “saudáveis”.

    Existe um meio-termo desejável. Qual é?

    Acho mesmo é que Saint-Exupéry estava certo: o essencial é invisível aos olhos, e aos ouvidos! (“invisível” aos ouvidos é boa!) hehe :)

    Valeu Hoogo!

    Reply

  6. L.S. Alves

    3 de março de 2009 at 11:26

    Quando as pessoas vem me falar sobre a verdade e seus benefícios eu sempre menciono o final que teve um cara que falava a verdade.
    Lembrem-se de Cristo, falou a verdade e foi parar na cruz.
    A maior parte das pessoas não está preparada para a verdade. Inclusive eu.
    Um abraço moça.

    Reply

  7. Bohner

    6 de março de 2009 at 3:01

    Não tema!
    Interessante que você começa o texto dizendo que o mundo te ensinou a mentir, e que demorou a aprender. Em seguida fala que no mundo tudo é mentira até que se prove o contrário.
    Primeiro você trata a mentira como ela é vista ordinariamente e em seguida passa a trata-la de maneira mais filosófica.
    Primeiro você diz que demorou a aprender e depois, basicamente, você diz que já nasceu na mentira, pois o mundo é uma mentira.
    Com base nisso é difícil comentar, ou se fala da mentira comum em que se mente para alguma finalidade, ou se fala da mentira em que nínguém vê, a pior das mentiras, que é, mentir para si mesmo.
    Contradições.
    Estar atento às contradições é uma forma de não mentir.
    Onde há contradição não há unidade.

    PS. Gostei de seu blog, voltarei mais vezes.

    Reply

  8. Sah Elizabeth

    6 de março de 2009 at 12:59

    Bohner,

    Essa foi mesmo uma declaração contraditória.

    Mas acredito que “nascer na mentira” não faz de ninguém um mentiroso, é preciso ir aprendendo a ser…

    De qualquer maneira, foi bom vc ter “surgido” com essa análise. Jogar luz sobre os pontos obscuros me ajuda a entender.

    Grande abraço.

    Reply

  9. Bohner

    6 de março de 2009 at 17:11

    Por favor, leia calmamente e com atenção.
    Mais uma vez não sei de qual mentira você está falando. Não dá para explicar uma relacionando com a outra. Uma é diferente da outra.
    Para que você possa me explicar e eu possa entender do que você fala, digamos que existem duas mentiras:
    A mentira comum, a qual se aprende com o passar dos anos com a perda da chamada inocência; e a mentira da vida, o ego, aquilo em que estabelecemos como princípios para nossa vida, aquilo que acreditamos estar certo, aquilos que tomamos como base para nosso crescimento seja ele material ou espiritual. Tudo relacionado a personalidade e ego, é mentira.
    A mentira comum é aquela, trivial, em que você pensa para mentir. Alguém pergunta: Foi você quem quebrou o vaso? E você, sabendo que foi, responde que não. Ou então, alguém pede sua opinião sobre alguma coisa, ou escreve algo em seu blog que a desagrade profundamente. Seu sentimento é de raiva, sua vontade é demonstrar esta raiva, mas baseando-se no mundo em que vivemos, nos bons modos, você prefere mentir tomando uma atitude de compaixão. Estes são exemplos da mentira comum.
    Quanto a mentira da vida, do ego, do mundo, não pensamos para mentir, ao contrário, acreditamos estar falando sempre a verdade, é a mentira que não conseguimos ver, e isto ocorre a todo instante, até que algo de grandes proporções, principalmente emocionais, nos faça enxergar.
    Este tipo de mentira, se divide em várias camadas, algumas são facilmente perceptíveis, outras não. Um exemplo claro disso: uma pessoa que nasceu “dentro” da igreja evangélica, ao chegar na idade adulta, ainda acreditará que existe um bom velhinho, de barba e tudo, sempre zelando pelo seu bem estar, acreditará no céu e no inferno. Quem discordar e quiser argumentar sobre isso com ele corre o risco de ser agredido, porque esta, é a base de segurança do individuo, a âncora, tudo o que ele acredita e viveu está relacionado com esta “verdade”. Mas este é um exemplo dos mais grotescos.
    Outro exemplo ordinário: João em sua juventude, mantém um relacionamento de namoro com Rosa. Com o passar dos anos o que era novo se tornou velho, o que era perfeito se tornou repleto de defeitos. Em determinado momento, João pensa em acabar tudo, mas reflete um pouco e diz que só não acaba por que não quer ver Rosa sofrer. No momento é o que sente, é o que acredita ser verdade, mas não passa de uma mentira deslavada. Pois se o acaso resolver conspirar, o covarde em questão, poderá encontrar Margarida, se relacionar com ela, apaixonar-se por ela, e o seu namoro que não terminava por não querer ver Rosa sofrer, simplesmente é descartado. João, que durante seu namoro, teve oportunidades de encerrar seu relacionamento com Rosa e não o fez, desta vez, encerra sem dar satisfação alguma, deixando Rosa sem saber o porquê, pois para ela o motivo não foi explicado. Neste momento ele descobre que estava mentindo para ele mesmo e não sabia. Exemplos estão aí basta enxergar.
    Em geral, se somos pessoas comuns, mentimos a todo instante. Tudo o que fizermos será mentira. Eu mesmo, escrevendo isso, posso estar mentindo. Pois posso estar dizendo isso agora, acreditando que isso é regra e no dia de amanhã algo forte acontece a mim que transforma todos os meus conceitos, e desta mentira passo a outra e assim sucessivamente.
    Mesmo eu dizendo que não existem verdades absolutas já estou mentindo, porque na verdade não senti isto, apenas falei porque me disseram, porque li.
    Você diz que nascer em um mundo de mentira não o torna mentiroso, tem que se aprender. Para a mentira comum eu concordo, mas para a mentira da vida em si, não. Acredito que para o ser comum, é impossível, ao mesmo tempo, fazer parte da mentira e não ser.
    Para finalizar, outro exemplo da mentira do ego, da vida:
    Você passou grande parte da vida fazendo o que achou que era correto e verdadeiro e acabou sendo mal interpretada, isto fez com que você mudasse sua atitude para determinadas coisas, o que lhe faz parecer que está mentindo, pois vai contra tudo o que um dia aprendeu

    Reply

  10. Sah Elizabeth

    9 de março de 2009 at 22:04

    Bohner,

    Agradeço muito seu comentário. Alguns pontos ainda não ficaram totalmente claros, por exemplo essa divisão que vc faz entre “mentira comum” e “mentira da vida” e porquê elas não podem se relacionar, não fez muito sentido pra mim. A mentira comum, uma mentira “consciente” também não ajuda a compor o meu ego, a minha personalidade, ou seja, a minha “mentira da vida”?

    Vc disse que Em geral, se somos pessoas comuns, mentimos a todo instante. , e o que seria o contrário? E isso é possível?

    Talvez, as mentiras comuns estejam me ajudando a entender a mentira maior, a pior das mentiras.

    Na verdade, o que me interessa mesmo é “a verdade” (ou a Verdade), embora a mentira me sirva. rsrs..

    Um abraço!

    Reply

  11. Bohner

    10 de março de 2009 at 12:53

    Espero que goste de ler:

    Psicologia, filosofia, comportamento humano, isto, quando é abordado é difícil de ser explicado. Percebe que apesar de meu esforço anterior, ainda assim não me fiz entender? rsrsrs veja só onde seu texto está nos levando, veja no que dá uma simples mentirinha, rsrss

    Para elucidar as obscuridades e esclarecer suas dúvidas através de meu ponto de vista, começaremos pelo princípio, pois foi com base nele que escrevi meu primeiro e segundo comentário, ou seja o seu texto.

    Você diz que não entende como que a mentira comum não pode se relacionar com a outra mentira, e faz um questionamento sobre o fato de elas serem indivisíveis.

    É claro que se analisarmos a questão de maneira ilimitada, onde o todo faz parte de tudo, a mentira comum fará parte da mentira geral, elas sérão indivisíveis, formarão uma só mentira.

    Sendo assim meu segundo comentário parece contraditório, para quem lê, e é se você não prestar atenção no início de tudo isto, o seu texto.

    Quando disse que as duas mentiras não podem relacionar-se, me referi não de maneira geral, mas na maneira de como foi abordada em seu texto, onde você diz que a mentira se aprende(comum) e em um momento seguinte fala que o mundo é uma mentira(geral ou vida).
    Elas não podem se relacionar neste sentido. Pois, uma não pode ser explicada a partir da outra.

    A mentira comum é ela e acabou, você a explica como ela é. Relaciona-la com a mentira geral não terá muito serventia,por que ela é parte do todo e sendo parte do todo haverá muitas percepções, muitas conclusões e tudo parecerá contraditório. É o mesmo que você querer explicar sobre um orgão humano, digamos o coração: se você quiser explicar apenas ele não haverá contradições, mas a partir do momento que você quiser explica-lo tomando para ele o corpo, os alimentos, o Planeta, e tudo em que ele está incluído poderá cair em contradição. Muitos dirão, exercício é bom para o coração, aí vai jogar futebol e cai dura no gramado. Exercício afinal, é bom ou não é?
    A outra mentira a da vida ou geral ela é total, ela parte do princípio de que tudo é mentira, e explica-la a partir da mentira comum é muito limitado e irrelevante, pois a comum é apenas uma ínfima parte do total. É o mesmo que querer explicar o corpo humano através de um dedinho do pé.

    Espero não ter sido muito louco e ter conseguido explicar esta primeira dúvida.

    Quanto a segunda, sobre as pessoas comuns, é o seguinte:
    Eu parto do pressuposto de que as pessoas comuns não são conscientes de seus atos, apenas acreditam ser, mas não são. Ao nascer elas serão frutos do meio em que viveram e vivem, responderão aos fatos, da maneira em que foram criadas. Se o método é ser violento,será violento, se é ambicioso, agirá de maneira a garantir esta ambição, e assim por diante. Não estará aberto a nada, é o caso do evangélico que eu citei no comentário anterior, ele foi criado assim e mecanizadamente tudo o que fizer estará relacionado a sua crença. Se quiser uma reação negativa por parte dele, é fácil conseguir, basta dizer que Maria não era virgem, que ela fez amor com José, que Jesus nasceu do sexo. Isto causará estranhos comportamentos ao evangélico.
    As pessoas comuns são mecânicas, são escravas do exterior. Nelas uma ação, provocará uma reação.

    Quem está livre destas leis são as pessoas tidas como “iluminadas”, estas pessoas não mentem, pois a iluminação representa unidade, e unidade significa que não há contradições, não há em uma mesma pessoa um ser que uma hora ama e outra hora odeia. Unidade significa não ser manipulado, pois ele sabe que o que é, é.

    Você pergunta se esta unidade é possível? Absolutamente. Basta seguir qualquer um dos caminhos religiosos que existem. Escolha um e siga. Se você é católica, siga a crença no todo e não apenas quando for mais conveniente a você, muitos se dizem católicos mas poucos seguem os dez mandamentos. Se você é hindu, siga a religião, comece evitando a carne. É iogue,
    mantenha a disciplina regular em s

    Reply

  12. Sah Elizabeth

    10 de março de 2009 at 14:24

    Espero que outras pessoas também gostem de ler! :)

    Muito interessante! Estou compreendendo…

    Veja só como uma “mentirinha” dá pano pra manga! rs

    Obrigada Bohner.

    Abraços!

    Reply

  13. Sah Elizabeth

    1 de setembro de 2009 at 23:42

    "Toda violação da verdade não é somente uma espécie de suicídio do enganador, mas também uma apunhalada na saúde da sociedade humana."

    Ralph Waldo Emerson

    Reply

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