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A tal amizade: Loucos e Santos

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Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

[carece de fontes] – e vem sendo “atribuído a Marcos Lara Resende.”

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Nota 1: O que é de OSCAR WILDE: “I choose my friends for their good looks, my acquaintances for their good characters, and my enemies for their good intellects. A man cannot be too careful in the choice of his enemies.” (Oscar Wilde, The Picture of Dorian Gray, 1891) [“Eu escolho meus amigos por sua boa aparência, meus conhecidos por seu bom caráter, e meus inimigos por seu bom intelecto. Um homem não pode ser tão cuidadoso na escolha de seus inimigos.” (Oscar Wilde)
Nota 2: sobre o Programa Provocações Antônio Abujamra na Rede Cultura

Loucos e Santos (A escolha de um amigo) Oscar Wilde, entre aspas… a observação fora enviada diversas vezes para a Produção do Programa e até agora ninguém mostrou interesse em confirmar algum referencial teórico fidedigno. Sabe-se que os poemas e textos lidos em Provocações são, às vezes, livre adaptação do original por Antônio Abujamra e Gregório Bacic. O formato em que apresentam escritos aqui é apropriado para leitura em TV e não em seu formato original. [ Rosangela Aliberti, Recanto das Letras]

 


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