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Por uma vida mais simples

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A perfeição é alcançada, não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada para tirar. ~ Antoine de Saint-Exupéry

 

Se você já assistiu ao filme “O Náufrago” você já pode ter tido o insight de que “nós temos mais do que o suficiente!”  – o que é  um dos princípios minimalistas.

Quando paramos para pensar percebemos o quanto a tecnologia facilitou a nossa vida, mas por outro lado…  também a tornou muito mais sofisticada e complexa! Você também não tem essa impressão? Temos aquela ilusão de que com a tecnologia temos mais tempo livre (e em um certo aspecto, pode mesmo ser verdade, quero dizer, a tecnologia tem mesmo esse potencial de nos libertar de trabalhos mecânicos, repetitivos), mas me responda: quanto tempo em média você passa dentro de um shopping ou supermercado para comprar, sei lá, digamos 2 ou 3 items realmente necessários?

Claro, o filme pode ter colocado a questão de um modo um tanto extremo, mas o fato é que perceber isto nos permite eliminar o excesso, ficar satisfeito com aquilo que já temos e nos abster de ‘adquirir mais’.

Para mim sempre foi um paradoxo perfeitamente aceitável o de que para ter uma vida mais cheia e mais plena é preciso torná-la mais simples.

O que não apenas engloba ter menos coisas, como esvaziar também a mente de tantos conceitos e julgamentos prontos que mais nos sobrecarregam do que nos ajudam a interpretar e viver melhor (n)o mundo.

Viver uma vida mais simples é estar aberto a se soltar de posses para se enriquecer de outras formas: significados, propósitos, relacionamentos, atenção, equilíbrio. (preencha a lista pensando em quantas coisas você poderia se dedicar mais se pudesse se ocupar menos de tantas coisas)

Leo Babauta, o criador do blog Zen Habits e autor de “Quanto Menos, Melhor”, assim explica o que é uma vida minimalista:

É aquela que é despojada do desnecessário, para abrir espaço para o que dá alegria. É uma remoção do lixo em todas as suas formas, deixando-o com a paz e a liberdade e a leveza. Um minimalista valoriza qualidade e não a quantidade, em todas as formas.

Isso não é de forma alguma uma rejeição à abundância ou à prosperidade, é sim uma rejeição ao excesso, que por não ser totalmente aproveitado, perde seu valor, sua qualidade e se transforma apenas em desperdício. É simplesmente responder à pergunta: Quão eficazmente sou capaz de desfrutar de tudo o que há em minha vida?

Sigamos o provérbio sueco:

Tema menos, espere mais; Coma menos, mastigue mais; Lamente-se menos, respire mais; Fale menos, diga mais; Ame mais, e todas as boas coisas serão suas.

 

 


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