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Antenas Sutis

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Por Celia Laborne

O homem está esquecido de suas antenas sutis, com as quais podia sintonizar o Universo e suas forças mais puras; podia conhecer sua origem, harmonizar-se com as leis naturais que o regem e usufruir da Paz e Liberdade constante.

O homem regrediu no seu perceber interno e na sua fonte de reabastecimento mais ampla e correta, até perder de vista sua semente de luz.

Sacrificou sua percepção divina para aumentar sua capacidade intelectual e aprofundar-se nas leis da física e da eletrônica. Parcializou assim seu desenvolvimento.

Adormeceu o espírito para construir, na matéria, e chegou ao ponto de confundir-se com seu material denso de experiências limitadas. Identificou-se apenas com sua carne e sangue, sua mente e sua sensibilidade.

Cumpriu sua missão no processo material e agora, espantado de não ser o bastante, volta-se para dentro de si mesmo; por onde deveria ter começado. Na configuração universal o homem encontrou-se vazio no meio de suas técnicas, suas máquinas, seu progresso intelectual.

A humanidade sente, mais aguda do que nunca, a nostalgia de sua origem, a saudade da casa do pai, do lar e até do regresso. Tão grande se fez seu desespero que o homem se droga, se degrada e se atordoa em barulhos infernais ou prazeres passageiros, e em alegrias efêmeras.

E a Lei que tudo compensa paga-lhe os danos que causa a si e aos outros, com aguda insatisfação, com insuportável sofrimento, até que a harmonia se restabeleça através de alguns dos caminhos superiores.

Entre dor e sofrimento a maioria vai percebendo que é preciso evoluir, sacrificar-se talvez, descondicionar-se dos caminhos alheios e corrigir os próprios passos. Cada emanação de vida representa uma forma diferente de realização, mostra uma maneira nova de ampliar a vida una, traz uma lição diversa.

“Vós conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertarás”, disse o Mestre; pois fora da Verdade não pode haver real libertação e dentro dela nunca houve limites, normas ou preconceitos intransponíveis.

É preciso coragem e decisão para estabelecer, em si mesmo, uma estrutura nova e superior. Não se pode chegar à Paz Interna sem a guerra com os valores externos que se querem impor e que podem trazer sedução fácil e errônea.

É preciso paciência e quietude interna para se tornar impessoal e universal segundo os planos do Amor Maior.

 

Celia Laborne, jornalista, poeta e espiritualista, colaboradora do jornal O Poder


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