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A paz que você quer no mundo começa por você

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“Nós devemos ser a mudança que desejamos ver” – Mahatma Gandhi.

Estamos nos deparando, em nosso cotidiano, com diversas formas de violência, que vão desde uma agressão física, verbal ou ainda agressões mais sutis, mas nem por isso menos contundentes, pois também podem causar sofrimento. Existem violências geradas pelo mau pensamento direcionado a outras pessoas, ou às vezes a nós mesmos.

Violências criadas pelos nossos estilos de vida. Violência alimentada por nossos hábitos de viver baseado apenas nos sentidos – a ânsia de ter, o desejo de possuir tudo, de ser o melhor a qualquer custo, de ter mais do que se precisa e mais do que os outros, de ser mais e melhor do que os outros, de se alimentar do ego, da vaidade, da inconsequência, do orgulho.

Então, o que ouvimos, falamos e sentimos sob o manto da nossa pele, se torna combustível para as guerras que travamos diariamente. Expectativas frustradas podem levar à mágoa, ao rancor, ao ódio, sentimentos de vingança, desapreço, raiva, cobiça.

Em nossa educação familiar, escolar e social, fomos pouco treinados a viver, digerir e processar as frustrações, compreendendo a real causa e as condições do não alcance de alguns desejos ou objetivos.

A Lei da Impermanência, aquela que nos diz que a única verdade é a Mudança constante das coisas, situações e pessoas, nos ajuda a perceber que nossos desejos ou objetivos podem ser modificados. Apegar-se a eles, da forma, no prazo, e da maneira que desejamos, é o primeiro ato de violência que podemos cometer conosco mesmos.

Cobrar que sonhos se realizem de forma “perfeita”, como um produto vendido pela mídia, é se esquecer de que criar é um processo contínuo e receber as dádivas da Vida é estar aberto às possibilidades que nos aparecem a cada instante. Ater-se à uma única possibilidade é como vendar os olhos, tapar os ouvidos, selar o paladar, não sentir o aroma das flores, é jogar-se à escuridão.

Nossa caminhada constitui-se de ciclos que se alternam nas janelas da vida: algumas oportunidades e aprendizados nos aparecem e se vão; algumas possibilidades surgirão e depois demorarão a retornar; outros ciclos sequer voltarão.

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Amizades começam e terminam. Pessoas nascem e morrem. A vida continua. O término não significa o fim, apenas a porta para um reinício. Um novo ciclo na espiral contínua do aprendizado e das oportunidades criativas da existência.

Algumas vezes, não compreendemos de fato o tempo da realização de propósitos, o tempo de espera necessário para que algo aconteça. O controle sobre o tempo não está em nossas mãos.

Os ciclos da vida nos mostram claramente nossa natureza essencial divina do Amor e que por mais que os ciclos passem ou até se repitam eles têm o propósito de nos ensinar a Amar.

Nada justifica a violência!
Um erro jamais corrigirá ou coibirá outro erro!
Procuremos então fazer frente ao nosso erro e dos outros pela Lei do Perdão que realmente cura e anuvia nosso sofrimento.

Respeitemos o outro com nosso Perdão. Se não for possível olhar nos olhos, declarar verbalmente nossa compaixão, nossa compreensão e perdão incondicionais, que possamos, ao menos fazê-lo no silêncio de nossas orações, em nossas meditações e reflexões.

Respeitemos as nossas casas, os nossos espaços, os nossos templos, verbalizando apenas palavras geradas pelo amor incondicional Universal. Nossas palavras são o sopro, o espírito. Como vamos manifestar essa Luz a nós emanada pelo Criador? Utilizando-a para o bem, a construção e a positividade? Ou para o mal, a destruição e a negatividade?

Antes de sairmos falando, gritando ou batendo, inspiremos. Aspiremos o ar puro que nos conecta ao EU SUPERIOR. Paremos por um segundo, um minuto ou uma hora. Respiremos.

Respiremos novamente e, antes de gritar, paremos e percebamos o que vamos dizer, para quem vamos falar, porque vamos gritar e qual será a consequência da ação do nosso grito. Percebamos este “pensamento de gritar” que por vezes nos impele à ação mecânica do grito.

Respeitemos nossas famílias sem censuras, sem julgamentos, sem imposições. Respeitemos nossos amigos nas suas limitações, até nas suas imperfeições.

Quem é de tal maneira perfeito nesta Terra, se aqui estamos para nos curarmos de nossas imperfeições?
Respeitemos o nosso momento de fragilidade e o momento de fragilidade do outro.

Vejamos o outro como expressão do Amor à nossa frente, como uma obra divina e não somente como uma máquina imperfeita ou doente. Dar a outra face é enxergar a verdade do outro, enxergar pelos olhos do outro, colocar-se na pele e na alma daquele que nos fere. E se ferimos ou perdoamos, o fazemos a nós mesmos, pois o vazio entre nós é preenchido pela matéria universal da consciência.

Unificar a consciência, respeitando as diferentes visões e personalidades é o primeiro passo para que enxerguemos a realidade, a história de vida, a história social e pessoal do outro. A compaixão advirá por ser natural ao nosso coração. Em seguida, a violência de nossos pensamentos e sentimentos se converterá em perdão e nos trará a paz.

Paz que deve iniciar-se conosco mesmos. A paz entre o que pensamos, falamos, sentimos dentro de nós mesmos. A paz em nossos lares e comunidades. Para que se torne uma paz que possamos chamar de universal. Ela é possível.

Comece por respeitar a si mesmo.
Fiquemos em Paz!

Maria Ângela Bittencourt de Vasconcellos – angelabitt@yahoo.com.br
Blog – institutointegrare.blogspot.com.br


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